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O cão de guarda em São Paulo é o mais novo alvo dos ladrões. Difícil de acreditar, mas as quadrilhas estão se organizando para roubar cachorros.
Quem conta essa história é William Waack. Nesta segunda-feira, em uma conversa com o delegado que dirige um dos grupos de elite da Polícia Civil, ele acabou descobrindo que os cães viraram uma "mercadoria" preciosa no comércio ilegal.
Garra é o Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos, a tropa pesada da Polícia Civil, os homens de elite. Eles estão combatendo a mais nova modalidade de crime em São Paulo. "Um elemento assaltou o rapaz e levou seu cachorro", diz o delegado Oswaldo Gonçalves.
São assaltos bem organizados. "Chegaram a roubar um carro e se comunicam por Nextell", conta o delegado.
É bem definida a divisão de trabalho. "Alguém estava de ronda passou avisando o ladrão que a pessoa estava passeando com seu cachorro", afirma Gonçalves.
Envolve, por parte dos bandidos, um cálculo bem racional. "Ele escolheu um Pitbull dessa vez que é um filhote, se fosse maior ia ser mais difícil", afirma o delegado.
O revólver utilizado é um 38 de numeração raspada, usado pelo ladrão de cachorro. No mercado negro, um filhote pode valer dez vezes mais que um carro roubado e o dobro de um computador portátil, a penúltima moda entre assaltantes.
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